CASAS MÓVEIS SUJEITAS AO CONTROLO PRÉVIO MUNICIPAL

Albufeira acata a recomendação da Comissão Nacional do Território quanto a casas amovíveis, casas modelares, casas pré-fabricadas e mobil-homes. O que agora fica deliberado é que estas casas, independentemente do período de permanência num dado local, desde que tenham uma efetiva incorporação no solo ou ligação a infraestruturas, são consideradas operações urbanísticas e, como tal, estão sujeitas a controlo prévio municipal.

Foi recentemente deliberado em reunião de Câmara adotar a recomendação da Comissão Nacional do Território (CNT) quanto às casas móveis, para que fiquem sujeitas às mesmas regras de licenciamento que as edificações normais. A CNT enviou em outubro aos municípios uma recomendação para que “adotem o entendimento de que as estruturas desmontáveis e/ou amovíveis, entre as quais, casas móveis ou pré-fabricadas, quando sejam estruturalmente ligadas ao solo e servidas por infraestruturas, se encontram sujeitas a controlo prévio da administração, aplicando-se-lhes também os regimes de uso do solo que decorrem dos planos territoriais municipais”.

A CNT é constituída por representantes da Direção Geral do Território, Agência Portuguesa do Ambiente, Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, entre outros e detém a atribuição de coordenar a execução da política nacional de ordenamento do território. Compete-lhe, assim, emitir pareceres e recomendações sobre questões relativas ao ordenamento do território.

O que agora fica deliberado é que as casas, amovíveis ou de construção ligeira, e independentemente do período de permanência num dado local, desde que tenham uma efetiva incorporação no solo ou ligação a infraestruturas, ou até mesmo que a sua montagem e desmontagem implique grandes movimentações de terra são consideradas operações urbanísticas e, como tal, estão sujeitas a controlo prévio municipal.

De resto, “esta medida já é uma realidade em Albufeira”, diz o Presidente da Câmara Municipal, José Carlos Rolo. E avança: “sabemos também de algumas irregularidades quanto a esta matéria e que são decorrentes, na maioria dos casos do preço excessivo das casas”. Apesar disso, o autarca salienta que “apesar de compreendermos as razões das pessoas, não podemos pensar apenas no hoje. O uso indevido dos solos, a captação de águas e outras ações concorrem para um esgotamento do território, dos recursos e o ambiente é actualmente o principal legado que podemos deixar para futuro.” “Não podemos, seja qual seja a situação e circunstância, pactuar com o que vai contra todas as recomendações emanadas superiormente”. Quem prevaricar fica sujeita às diversas sanções previstas no âmbito do Regime Jurídico da Urbanização e da Edificação.

partilhar:
Etiquetas | Tags
ver também
PROJETO DE MONITORIZAÇÃO DA FLORA  ALGARVENSIS ENCERRA ANO LETIVO 2025/2026
Os alunos de Albufeira voltaram a desempenhar um papel ativo na monitorização da biodiversidade local através do Projeto Escolar de Monitorização da Flora Algarvensis, uma iniciativa promovida pela Câmara Municipal de Albufeira, que encerrou mais um...
Partilhar
ALBUFEIRA DEBATEU DESAFIOS  DO NOVO REGIME URBANISTÍCO
A Câmara Municipal de Albufeira acolheu, ontem, a conferência “O Novo Urbanismo – As Transformações Implementadas pelo Decreto-Lei n.º 108/2026, de 29 de maio”. A iniciativa reuniu especialistas, técnicos, juristas, engenheiros, arquitetos e...
Partilhar
PIRATES CUP 2026
A 10.ª edição do Pirates Cup reuniu cerca de 1.200 atletas e elementos das equipas técnicas, em representação de 26 clubes e 84 equipas, no Complexo Desportivo Arsénio Catuna, na Guia. Ao longo de quatro dias, o torneio de futebol de formação...
Partilhar