O atual ministro da Cultura deslocou-se ao Castelo de Paderne no início desta semana para se inteirar do estado de conservação e da necessidade de investimento na recuperação e restauro do monumento. João Soares deixou a indicação de que irá interceder a favor da recuperação deste Imóvel de Interesse Público, que se encontra sob a gestão protocolada entre a Câmara Municipal de Albufeira e a Direção Regional de Cultura do Algarve.

Na passada segunda-feira, 1 de fevereiro, o ministro da Cultura João Soares visitou o Castelo de Paderne no âmbito da sua primeira deslocação oficial ao Algarve, desde a posse do novo Governo.

Em Paderne, João Soares foi recebido pelo presidente da Câmara Municipal de Albufeira, Carlos Silva e Sousa, e pelo presidente da Junta de Freguesia de Paderne, Miguel Coelho.

A visita serviu para o governante ver “in loco” o estado de conservação do Castelo e tomar conhecimento da necessidade de ser realizarem obras de recuperação e restauro, nomeadamente da torre albarrã, um investimento que rondará os 200 mil euros, no que diz respeito à torre, e que deverá ser financiado pela Direção Regional de Cultura.

Refira-se que a torre albarrã funcionava como estrutura de ataque e defesa, conservando-se ainda com uma altura superior a 9 metros. O termo “albarrã” de origem árabe significa que está no exterior ou saliente ao castelo, ou num troço de muralha à qual se liga por um passadiço.

A visita do ministro ao Castelo foi acompanhada pela diretora regional da Cultura, Alexandra Gonçalves, e por técnicos quer da Direção quer da Câmara Municipal, que prestaram esclarecimentos sobre a possibilidade de recuperação do monumento.

A origem do Castelo remonta à Reconquista Cristã da Península Ibérica, quando os muçulmanos construíram algumas fortalezas para se defenderem das investidas cristãs. O primitivo castelo terá sido erguido no século XI, pelos Almoádas, fazendo parte de uma linha de defesa da região de Albufeira, que D. Sancho I conquistou em 1189, para depois voltar à posse dos árabes. No reinado de D. Afonso III, em 1248, esta fortaleza passa definitivamente para o reino de Portugal. O rei D. Dinis, por volta de 1300, fez a doação do castelo à Ordem de Avis, que realizou obras de recuperação.
A partir do século XVI, perdeu-se a importância estratégica deste castelo e até o aglomerado populacional se deslocou das suas imediações. O terramoto de 1755 agravou o estado de ruína em que já se encontrava.

Classificado como Imóvel de Interesse Público, o Castelo de Paderne é propriedade do IGESPAR – Instituto de Gestão do Património Arquitetónico e Arqueológico e encontra-se sob a gestão partilhada entre a Autarquia e a Direção regional de Cultura do Algarve.

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