Roteiro Monumental de Paderne







O Castelo de Paderne

Este Castelo é um dos que figuram na Bandeira de Portugal e foi conquistado aos mouros por D. Paio Peres Correia em 1248 e desactivado em 1858.

Classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1971, o Castelo está a ser objecto de estudo por parte do IPPAR - Instituto Português do Património Arquitectónico e Arqueológico, com vista à sua valorização e classificação das áreas envolventes à Ribeira de Quarteira como Área de Paisagem Protegida. Este estudo contempla a identificação de vários núcleos de interesse arqueológico e etnográfico, bem como a caracterização da fauna e flora existentes.

Apesar dos sucessivos restauros, o seu estado de conservação encontra-se degradado e nos nossos dias apresenta apenas alguns panos de muralha, bem como o torreão de entrada e paredes mestras da sua Ermida.

Nos princípios do séc. XVI, com a transferencia da povoação do interior das muralhas para Norte, torna-se claro o seu estado de semi-abandono e mais tarde com o terramoto de 1755 sofre o desmoronamento parcial das muralhas e da torre albarrã.





Igreja Matriz

A Igreja Matriz de Paderne é um belíssimo templo de 3 naves e a sua construção data de 1506, com acréscimos posteriores.

Aquando da transferência da povoação de Paderne do interior das muralhas 2 km para Norte, construiu-se então uma nova Igreja que viria a ser a Igreja Matriz de Paderne. O templo que se iniciou então tinha três naves, quatro tramos e cabeceira composta pela ousia e duas capelas colaterais, estando em 1554 quase concluída, faltando somente a cobertura do corpo da Igreja. Da sua arquitectura destaca-se a conjugação tardia do formulário renascentista com elementos manuelinos, nomeadamente nas cantarias dos capitéis, no arco triunfal e na cobertura de uma das capelas da cabeceira. Nos séculos XVII e XVIII procedeu-se à abertura de algumas capelas laterais no corpo da Igreja, destinadas às confrarias que aqui se sediaram e nos finais do séc. XIX foi acrescentado um tramo ao corpo da Igreja, construindo-se uma nova fachada principal (1880) e mais tarde, em 1905 procedeu-se ao aumento da torre sineira e à sua dotação com um relógio.

No seu interior é possível admirar os vários retábulos, um cálice que tem como curiosidade o facto de possuir um nó esférico achatado, o que o transforma num interessante testemunho do período renascentista.

De entre o espólio escultórico, composto por uma dúzia de exemplares de madeira dos séculos XVII e XVIII, salienta-se a imagm do Arcanjo S. Miguel, da época barroca.


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